A atuação da Sajep


Se um ambiente foi planejado para servir de moradia, não se deve admitir que o mesmo seja destinado a outros fins; por exemplo, que receba instalações comerciais não programadas: isso alteraria o equilíbrio do sistema, pois o comércio implicaria em mais trânsito - sobrecarregando logo o arruamento feito só para trânsito local - e iria requerer mais estacionamentos, energia, esgotos; em suma, mais infra-estrutura - não disponível, já que a mesma havia sido programada para um ambiente residencial. Aceitando-se para um bairro destinos diferentes daqueles para os quais havia sido construído, dá-se início à sua degradação.

É por isso que nossas lutas começaram. E nossas vitórias também.

A SAJEP foi determinante na obtenção do tombamento dos Jardins e áreas lindeiras por parte do Condephaat em 1986 - por apresentar inestimável valor ambiental, paisagístico, histórico e turístico, ressaltando-se o seu caráter antrópico representado pela implantação do paisagismo ali existente, com denso e contínuo arvoredo. Esta expressiva superfície vegetal com solos expostos, onde é mais intensa a fotossíntese e a evapotranspiração, desempenha importante papel na formação de um clima urbano mais ameno, capaz de atenuar a "ilha de calor" característica das metrópoles compactas (Diário Oficial do Estado, 25/1/86, Seção I - pp. 19/20).

Foi também a SAJEP, nas pessoas de Marius Rathsam e do urbanista Prof. Dr. Cândido Malta Campos Filho, que impediu que em plena av. Europa se instalasse um grande supermercado que iria alterar, com o adensamento que geraria, as características do bairro. No terreno destinado ao supermercado foi criado o Museu Brasileiro da Escultura, o MUBE.

Ainda na av. Europa, a SAJEP conseguiu impedir a instalação de funções comerciais na Casa da Manchete, e a construção de um hotel junto à Igreja Nossa Senhora do Brasil (onde a Prefeitura posteriormente criou uma área verde).

A SAJEP criou um movimento e entregou às lideranças da Câmara Municipal um extenso abaixo-assinado contra a construção de garagens subterrâneas sob as praças Guilherme Kawall e Cel. Pires de Andrade, próximas ao Shopping Iguatemi; as demonstrações públicas e a ampla cobertura da imprensa, acionada pela SAJEP, impediram a realização dessa obra que iria alterar completamente a densidade de circulação do bairro, prejudicando os imóveis do local. A praça Guilherme Kawall e a pça. Gastão Vidigal foram então reformadas e melhoradas.

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